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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

MENINA DE 14 ANOS ESTAVA COM ARMA EM ESCOLA DE PRAIA GRANDE (SP). As aventuras de uma pistola 6.35 na terra dos bandeirantes. A arma saiu há mais de dez anos de Casa Branca (SP), e só ela pode contar o que já fez na vida.

"SOU UMA PISTOLA COM A MEMÓRIA MUITO RUIM".
Mas sei que passeei bastante pelo Estado de São Paulo.
Estou na estrada há mais de dez anos, mas posso ser velha, muito velha (ah! o Alzheimer!) 

Sou hoje uma pistola desqualificada e sem nome. Uma pistola vira latas. Vim acabar sem munição na mão de adolescentes aqui em Praia Grande, no Litoral de São Paulo. Nem marca tenho mais (ou ao menos os repórteres que fizeram a matéria não tiveram a menor curiosidade em saber sobre minha família).

Sou Taurus? Sou Mauser? Sou americana, francesa, austríaca, russa, espanhola, brasileira? Acho que perdi a memória. Não me sinto muito bem. Viram o meu estado de manutenção na fotografia? Cabo vagabundo apertado com parafusos de madeira! Que baixaria! Talvez eu não seja mais nem capaz de dar um tiro. 

Mas sou ainda capaz de assustar. Afinal, fui apreendida novamente não? Mas estava sem munição. Que fim de linha. O que eu fazia na mochila de uma menina de 14 anos? Ela ia a alguma festa de fantasia? Um dos policiais disse que talvez não houvesse a intenção de uso!


Coitado, parece que não aprendeu nada. Dois dos adolescentes por quem passei são infratores por roubo e tráfico de drogas! Será que fui usada por um deles?

Tem assaltante que usa até arma de brinquedo, réplica, para assaltar. Na hora "H", quem vai querer saber se a arma atira mesmo, não é? Eu estava sem munição, mas assusto. Será que o policial acha que eu não seria ou não fui usada em Praia Grande? Santa inocência, ou preguiça... Armas ilegais só andam nas mãos de bandidos, ou amigos de bandidos. Aliás, para lembrá-los: andar com arma de fogo é crime.

Soube pelos jornais que eu teria sido dada à menina por outra colega da mesma escola, para esconder. E porque, e para quem elas estariam me escondendo? Além de velha ando meio surda. E eu teria passado pelas mãos de outros dois adolescentes, um com ficha por tráfico de drogas e outro por furto. O que será que andaram aprontando?

Tudo gente boa, certamente. E o que essas pessoas queriam comigo? Assustar criancinhas? Eu seria usada no Halloween? Há famílias bem agitadas das quais adoro participar como visita eventual. Desde que deixei Casa Branca assumi um lado mau, perverso. Não me  lembro direito, mas se não fosse assim, como eu estaria com tantas cicatrizes? Se tivesse ficado em uma gaveta  estaria novinha. Sinto-me verdadeira out-law, acho que passei a gostar de assustar pessoas.  

Na verdade, sou órfã de meu primeiro pai, que não me  quis mais e me doou para a Polícia. Eu, pelo que sei, deveria ter sido destruída, ou enviada ao Exército. Fico pensando, o que fariam no Exército com uma arma de calibre 6,35, uma pistola de mulher? Isso não é arma militar, de modo algum.

Esses idiotas fazem campanhas de desarmamento, as pessoas entregam suas armas e cá estamos nós aqui, novamente. Será que fui usada em assaltos nesses anos em que fugi da delegacia (Ou fui roubada? Ou fui vendida?). Será que servi para matar alguém? Não sinto remorsos, pois perdi a memória.

Porque as autoridades não dão uma marretada na gente quando nos recebem nas tais campanhas e nos inutilizam? Ficarei, para sempre, com essa dúvida na consciência. Que  gente mais incompetente. 

Se era para ter sido enviada (mistério! os repórteres mais uma vez não foram capazes de contar o procedimento correto) ao Exército, porque não fui? Longos caminhos burocráticos. Corrupção. Comércio clandestino de armas. Caminhos tortuosos.

Centenas de armas apreendidas ou doadas nas campanhas voltam para as mãos de criminosos. Saem das mãos de gente honesta (onde estavam bem protegidas)  e chegam ao crime, onde só provocam desgraças. Como isso pode acontecer? Em quem confiar?

Talvez eu tenha servido a muitos criminosos depois que sai das mãos de meu dono legal e original. Naquele tempo talvez eu descansasse em uma gaveta ou dentro de um armário, sem oferecer risco a ninguém. Apenas pronta para proteger a minha casa, ou minha loja, ou meu dono. Não sei mais.

Mas os tontos fizeram uma  campanha e meu dono, enjoado de mim, ou para parecer bonitinho deve ter feito a doação. Posso ter sido utilizada para tantos crimes..., Tanta violência. Quem sabe? 

Só sei que não sei quem sou, apenas uma pistola velha e presa novamente, nesse eterno vai-e-vem. Quanta burocracia. Porque não me condenam à morte logo? Uma marretada só e ficaria destruída, sem correr o risco de voltar às ruas ou ser usada por uma criança contra uma professora, por exemplo, ou num assalto na esquina.

Que País de gente mais incompetente!

Acho que estou com Alzheimer, não lembro mais da loja onde fui vendida e nem do meu primeiro dono. Sou uma pistola que antigamente era do tipo chamado de "dama". Era usada em bolsa feminina para auto-defesa e cabia na palma de uma mão. Sou pequena, mas posso fazer algum estrago.

Mas sobre os estragos que possa ter feito, em todos esses anos, não me lembro mais. Que memória, ou que distração. Aqui novamente os repórteres não ajudaram, pois ninguém foi capaz de perguntar aos policiais qual a capacidade do meu pente, que estava vazio. Cinco, ou seis balas? Detalhes que não importam? Sempre imaginei que jornalismo fosse informar mais precisamente.

Fui  encontrada com uma adolescente de 14 anos na quarta-feira, dia 28 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista, há 70 km de São Paulo. Mas fui recolhida de um terreno baldio há 10 anos em São João da Boa Vista, 230 km de São Paulo, no leste do estado, vizinho de Minas Gerais.

Tenho a vaga lembrança de ter morado e ter sido registrada em Casa Branca (uns 200 km de Sã Paulo, perto de SJ Boa Vista), mas não sei quando. Um dia fui doada em uma campanha do desarmamento. Não lembro direito (o Alzheimer!) 

O delegado que investiga o caso, Douglas Borguez, informou que ao consultar a numeração da arma constatou que a pistola calibre 6.35 foi entregue em uma campanha de desarmamento na cidade. Apesar disso, a delegada seccional de São João, Ana Valéria Gabricho, contestou a informação. Segundo ela, a pistola foi encontrada em um matagal pela Polícia Militar de São João da Boa Vista, em 2001, foi encaminhada para a Polícia Civil em São Paulo e enviada para o Exército.

Sabe-se lá qual a verdade. Essa gente toda parece tão desinformada.

Talvez eu tenha feito outras aventuras pelo Estado, no norte, na noroeste, no Pontal do Paranapanema. Como perdi a memória, fico viajando na imaginação, tentando lembrar por onde andei e o que fiz, ou fizeram comigo...

Como vim parar na Praia Grande? Só Deus sabe. 

PS. 
ESTE BLOG É CONTRA O DESARMAMENTO CIVIL.
Armas legalizadas guardadas corretamente não causam danos.
O crime usa armas ilegais.     

JÁ NÃO SE FAZEM MAIS CRIANÇAS COMO ANTIGAMENTE. O multiculturalismo deforma a Infância.

Uma das principais obras de Mark Twain e da Literatura Americana realista,
 As Aventuras de Huckleberry Finn e seu amigo o ex-escravo Jim.
Fantástico estímulo às aventuras e ao percorrer o mundo.
Obra combatida pelos politicamente corretos que não a entendem dentro de seu tempo,
mas querem lê-la com o olhar enviesado de hoje em dia. Jim, como a fantástica
Tia Nastácia, de Monteiro Lobato, são personagens maravilhosos, vistos, atualmente, pela lupa da luta racialista e tacanha. 
Agradeço profundamente aos meus pais o fato de terem estimulado em seus filhos o hábito da leitura. Mesmo morando no interior distante de São Paulo, nos anos 50, 60. A biblioteca de casa era uma imensa fonte de prazer. Enciclopédia Jackson, Mundo da Criança, Mundo Pitoresco, Tesouro da Juventude, Monteiro Lobato. Machado de Assis, Maupassant, Tolstói, Dostoiévski, Graciliano, Amado, Seleções Reader´s Digest, Life en Español. Jack London, Twain, Grimm, Esopo, La Fontaine, Coleção Saraiva, Dickens. E outros, muitos outros.

Todos aqueles personagens e histórias povoam, até hoje, a imaginação.

Só conhecíamos o rádio. TV só vi aos 18 anos. Era brincar na rua de terra, descalço, subir em árvores, em muros, jogar futebol, brincar de mocinho e bandido. Andar de bibicleta ,algumas vezes esticando a cidades a 25 quilômetros por estradas de terra com bois, cavalos, árvores frutíferas e os trens de passageiros e de carga que passavam apitando. Banhos de rio. Boiadas, berrantes. Missas, confissões e sermões dos padres. Cantos em latim, órgão e mistério. As missas de hoje são uma porcaria. E muita, muita leitura. Era um enorme programa.

Assim, aprendi a valorizar o acesso aos bens culturais, aos livros e a liberdade de pensamento e expressão. Jamais tolerei as ditaduras, de qualquer natureza. Autoritários e totalitários, a para mim, são desprezíveis. Ainda não existe “totalitariofobia”, não é? 

Não sei como pessoas que estudaram e que têm um certo conhecimento do mundo acabam aderindo ao pensamento totalitário. De fato até sei, pois, conforme alguns autores, como Olavo de Carvalho, a adoção da ciência e da revolução como critérios de “mudança” acabam justificando as maiores barbaridades. Eis um autor para o qual é necessário dispor alguns anos para leitura.

Fico profundamente chocado com a confusão em que o mundo parece mergulhado.
O modo de ver “politicamente correto” e o “multiculturalismo” fazem um imenso estrago hoje em dia. As crianças crescem como idiotas, tuteladas pelo estado em escolas absolutamente vagabundas. Não sabem o que é respeito ao próximo e nem conseguem observar as próprias barbaridades que cometem, em termos comportamentais.

Não têm a menor noção do fabuloso mundo da Literatura e  das Artes, não sabem pensar e mal dominam a língua portuguesa e as operações elementares com os algarismos. Jovens de  17, 18 anos chegam às faculdades achando a leitura de livrinhos da Coleção Primeiros Passos uma coisa muito, mas muito difícil. Talvez até seja um bem, uma vez que tal coleção já apresenta um mundo esquerdizado e deformado pela ideologia.

Num dos livros sobre Educação comparada, de minha mãe, que era professora primária, no tempo em que professores ensinavam e alunos aprendiam, em em que os atrasados reprovavam, li sobre as crianças da Alemanha Nazista, da Rússia Comunista e da Itália Fascista.

Não tinha idade para compreender muita coisa, mas, com certeza, compreendi o que é uma fábrica de salsichas: as escolas estatais dos regimes totalitários. Não há coisa
mais odiosa do que dissolver o sentido de família e transformar a criança em uma peça para o exército de reposição social, abstraíndo o indivíduo que cada um é. Cada criança transformada em reprodutor de pura ideologia, disposta (sem perceber) pela doutrinação a entregar os próprios pais à policia política.

Isso jamais será tratado hoje em dia nas escolas, ou em seminários de Educação, pois fica a impressão de que a maioria dos professores já não percebe mais o que faz. São agentes totalitários não auto-conscientes. Já sofreram  lavagem cerebral anos atrás, durante sua formação, ou infância.

Tratei disso porque me chamou a atenção algo que li sobre a Inglaterra. O curioso é que, ao longo do tempo, imaginei poder conhecer, um dia, alguns dos lugares sobre os quais li. Ó engano! Com o passar dos dias, quanto mais leio mais me convenço de que a realidade de alguns paises mudou tanto que é melhor ficar com a imagem obtida por meio das leituras.

O pensamento politicamente correto deformou de tal modo a cultura em alguns lugares que perdi a vontade de conhecê-los. Um seriam os Estados Unidos, outro a Inglaterra, por exemplo. Pelo visto a Inglaterra não é nem a sobra do que foi há trinta ou quarenta anos. O multiculturalismo está destruindo uma cultura que parecia sólida e estável.

Um dos lugares que deveriam ser interessantes é a Califórnia, mas a impressão que fica é a de um lugar de ranzinzas voltados para si mesmos, politicamente corretos, chatos, para quem não se pode em olhar caso contrário chamam seus advogados. A Califórnia já foi um dia o equivalente ao que seria o quinto país do mundo, caso fosse um pais, mas sem a chatice do não pode isso ou aquilo. Perdeu a graça.

Li, no blog do Rui Mig que na Inglaterra “consultores para a diversidade cultural, recomendaram aos professores do ensino primário, que não deixem usar vestidos pretos nas bonecas de bruxinhas, construídos pelas crianças, mas antes cor-de-rosa. Não contentes com tal imbecilidade, os consultores avisaram ainda que, a utilização de papel cavalinho branco nos desenhos das crianças pode ser contraproducente na luta contra o racismo. "Estas medidas, explicaram de cátedra aqueles comissários políticos, são úteis para prevenir o racismo nas crianças desde tenra idade."

Diz Mig, com razão, “Na China de Mao Tsé Tung, o semáforo vermelho, era o sinal para o trânsito avançar e o verde para parar. A revolução cultural na Inglaterra vai longe com os resultados que se conhecem e com outros que se advinham”...

Sobre o mesmo assunto, este é um texto de

KATHLEEN GILBERT (19 de setembro de 2011), extraído do Mídia Sem Máscara

CRIANÇAS DE ATÉ TRÊS ANOS SÃO FICHADAS POR “HOMOFOBIA” OU “RACISMO”!

(Notícias Pró-Família) — Crianças até de três anos de idade estão sendo registradas num banco de dados governamental como “racistas” ou “homofóbicas” por usarem palavras que são interpretadas pelos professores como politicamente incorretas.

Entre os anos de 2008 e 2009, foram registrados incidentes envolvendo crianças em idade de escola maternal, as quais são monitoradas pelas leis contra “discurso de ódio” instituídas durante o governo [socialista] trabalhista, de acordo com estatísticas obtidas pelo Clube Manifesto, uma organização de direitos civis.

Os incidentes registrados incluíam um aluno chamando outro aluno de “cabeça de brócolis”, que foi considerado racista, e outra controvérsia “homofóbica” entre alunos de escola primária que chamaram uns aos outros de “gays” e “lésbicas”. Outro aluno foi considerado homofóbico por dizer a um professor que uma tarefa escolar era “gay”.

Quase 100% dos incidentes registrados envolviam apenas xingamentos, sem nenhum contato ou violência física.

Em seu relatório sobre os números, o Clube Manifesto reivindicou que as leis de denúncia de “discurso de ódio” sejam abolidas, dizendo que essas políticas “trivializam os problemas reais do racismo e homofobia, e em nada ajudam para atingir a meta nobre da igualdade”.

“Há um mundo todo de diferença entre abuso racista e briguinhas de palavras nos pátios de escola primária — nublar essa diferença em nada ajuda a atingir a igualdade”.

Um total de 34.000 crianças, nas palavras de uma reportagem do jornal Daily Mail, foram “de maneira impressionante classificadas como preconceituosas por causa de normas anti-bullying”. Os registros, que as escolas são forçadas a submeter às autoridades educacionais governamentais, são mantidos quando as crianças passam de séries ou se transferem de escolas, e poderiam em teoria ser acessados por um futuro empregador ou universidade.

De acordo com o Daily Mail, o Ministério de Educação respondeu à reportagem dizendo: “Os pais esperam que os diretores de escola adotem uma linha de ação muito dura contra qualquer conduta medíocre e reprimam todo bullying — é por isso que estamos fortalecendo a autoridade para os professores imporem disciplina. Cabe às próprias escolas exercerem seu próprio bom senso e discernimento profissional acerca do melhor jeito de enfrentar os que comentem bullying”.

“As crianças precisam de espaço para brincar e aprender o significado das palavras, sem serem denunciadas às autoridades educacionais locais”, disse o relatório do Clube Manifesto. “Essas políticas são uma intervenção indevida no pátio de recreio das escolas, e mina a autoridade dos professores de estabelecer um exemplo moral para as crianças e ensiná-las a diferença entre certo e errado”.

Leia o relatório do Clube Manifesto aqui. 
Tradução: Julio Severo 
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com 

RENÉ MAGRITTE (Isto não é um cachimbo) E ZÉ DIRCEU (isto não é uma quadrilha)

http://www.sponholz.arq.br/html/index_charge_21.html


RENÉ MAGRITTE
Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos.
Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu côco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real. (WIKIPEDIA)
http://www.crashkunst.de/images/stories/museum/rene-magritte/img-rene-magritte-2-mysterien.jpg

MUSEU MAGRITTE (BRUXELAS) 

Photograph: Yves Logghe/AP
http://www.guardian.co.uk/artanddesign/gallery/2009/jun/09/rene-magritte-surreal-art-museum

EU BANCO, TU BANCAS, Ela, a banca... fatura

http://www.sponholz.arq.br/html/index_charge_21.html

O ESTRANHO MUNDO POLITICAMENTE CORRRETO. Os homossexuais lutaram para “sair do armário”, agora querem ser “invisíveis”. Mas querem criticar o comportamento alheio e limitar a liberdade de expressão.

discriminação | s. f. 
discriminação
(latim discriminatio, -onis, separação)
s. f.
1. Acto ou efeito de discriminar (ex.: o exercício envolve discriminação visual). = DISTINÇÃO
2. Acto de colocar algo ou alguém de parte.
3. Tratamento desigual ou injusto dado a uma pessoa ou grupo, com base em preconceitos de alguma ordem, nomeadamente sexual, religioso, étnico, etc. 

segregação | s. f.
derivação fem. sing. de segregar  
segregação
s. f.
Acto ou efeito de segregar. 
segregar - Conjugar
v. tr. e pron.
1. Separar ou separar-se de um todo. = APARTAR, DESMEMBRAR
2. Pôr ou pôr-se de parte. = SEPARAR
v. tr.
3. Lançar para fora (líquido ou secreção). = EXCRETAR, EXPELIR, SECRETAR

Dicionário Priberam:


Os estudos sobre como a Cultura é formada indicam que devemos observar certas coincidências ao longo do tempo. Tais coincidências poderiam ser chamadas de Inconsciente Coletivo por Carl Gustav Jung, mas penso que um inconsciente coletivo externo às pessoas é uma idéia um pouco estranha, com suas raízes na metafísica.

Li um texto sobre o pensamento de um autor checo, Ivan Bystrina, em que a Cultura, independente do local onde surja, resulta do exercício de Imaginação do Ser Humano para superar suas angústias existenciais. Como o ser humano é estrutural ou fisiologicamente semelhante em qualquer lugar, a forma de reagir ao meio é muito parecida.

Assim, os raios, os trovões, a noite, o sol, os terremotos, os tsunamis, os sonhos, o sono, os estados alterados de consciência, fenômenos e fatos que hoje os denominamos com tais nomes, no início das culturas não tinham nomes e nem se sabia o que eram.

Já Augusto Comte, quase 150 anos antes de Bystrina, na primeira metade do Século XIX, indicava que as culturas, nascidas sempre do contato do homem com o meio, não tinham como explicar os fatos ao modo moderno, com uma abordagem científica.

Assim, as primeiras explicações seriam hipóteses fantasiosas sobre a “vontade” das coisas (mas não menos verdadeiras para aqueles grupos). As primeiras explicações devem ter sido, sempre, de caráter animista. Isso (o vulcão) está bravo e vomita fogo.  Aquilo (a árvore) está agitada e se balança. De fato deveria tratar-se de uma árvore ao vento. Mas quem poderia explicar o vento?

A compreensão do mundo vai se dando, então, e também, pela observação dos fatos externos, com a correspondente criação de nomes. Para Bystrina, as culturas sempre começam a ser articular por meio de polarizações,  eixos norteadores, que orientam as pessoas, de onde acabam saindo os valores. Os valores seriam pressões sobre um dos pólos, gerando uma assimetria.

Por exemplo: vida X morte. Vivemos a vida, o que nos chama a atenção é morte, que passa constituir, então, um valor negativo e mais atrativo que a vida no processo de geração de hipóteses explicativas. Isso explicaria as inúmeras abordagens sobre a morte, ao longo dos tempos,  nas diversas culturas. Como entender a morte, como conviver com ela, como superá-la.

Certos comportamentos humanos podem ser comparados aos de outros seres vivos.
Ação X descanso; vigília X sono; ataque X fuga. A noite, escura, amedronta; daí a associação entre falta de luz e perigo. O que não conhecemos pode ser perigoso.

Daí vem a discriminação. Originalmente saber distinguir algo e  manter separado ou à distância poderia ser a chave entre a vida e a morte. Para que não houvesse dúvidas, os grupos iniciais, certamente, deveriam ter sinais identificadores, para não haver confusão. Este é o povo dos crocodilos (marcas no corpo); aqueles são os filhos do Sol; aqueles outros o povo Tigre.

Quem não faz parte do grupo é discriminado. Separado. Pode oferecer perigo. Separar é, também, segregar  (palavra latina originada de carneiro. Carneiros precisam ser separados, controlados).

Provavelmente, das ações da vida pratica surgiram outras mais complexas, de caráter simbólico, associando sinais concretos a marcas especiais (o que significa  um albino em algumas culturas africanas? O que significam gêmeos em algumas culturas?).

Tais mecanismos podem atingir alta complexidade e o autor René Girard, profundo estudioso do surgimento de mitos dedica longo tempo à pesquisa que visa compreender, por exemplo, o surgimento e o significado do Bode Expiatório, aquele que tem sinais diferenciados e que deve ser culpado de alguma ruim que acontece para certo povo, cidade ou cultura.

Isto exposto, compreendemos que segregar e discriminar nem sempre tiveram o caráter odioso e criminoso de hoje em dia. Evidentemente, com o conhecimento atual certos comportamentos baseados em algumas explicações tradicionais não são cabíveis.

Entretanto, isso nos faz compreender que certas práticas do campo do chamado Politicamente Correto e Multiculturalista não têm sentido. Dizer apenas que um cego é deficiente visual, como se isso fosse mais respeitoso ou apropriado que dizer “cego” não explica muito, e mostra, apenas, que há grupos que brigam com o significado das palavras, quando deveriam estar preocupados com outras coisas relativas aos cegos.

Para uma pessoa comum um cego é quem não vê nada. Quem vê com um olho é caolho. Quem não enxerga bem pode ser chamado, hoje em dia de míope, por exemplo, ou ser dito que tem a “vista cansada” (idoso). Dizer que uma pessoa é deficiente visual não diz muito, pois vários quadros se encaixam nisso. Todo cego é deficiente visual, mas nem todo deficiente visual é cego.

Por er uma expressão vaga não ajuda muito a quem se quer ajudar. E não resolve o problema do cego, concretamente. Tais operações de escamoteamento indicam, apenas, que está em curso um trabalho de tentar reconstruir a realidade, sonho de todos os totalitários.

Isso me lembra um texto que li de Olavo de Carvalho em que ele criticava os que, escudados nas políticas sociais, não dão esmolas aos pobres pedintes que não sendo nem atendidos pelo Estado, e nem pelos outros indivíduos, afundam cada vez mais.

Esta época foi esvaziada de qualquer compaixão pelo próximo. Mas o discurso politicamente corrreto fala cada vez mais no “outro”. Mas é um próximo abstrato, sistêmico, um “outro” invisível, mera conversa de propaganda.

Discriminar e segregar, portanto, são palavras que expressam praticas ancestrais e que permanecem. Obviamente, hoje em dia, conforme a aplicação, podem constituir praticas criminosas. Contudo, o ser humano agrega e discrimina, não no sentido criminal, mas no cultural, numa perspectiva antropológica. Uma torcida organizada não se mistura com a outra; uma tribo urbana se diferencia de outra.

A aceitação dessa evidência não implica justificar crimes de discriminação ou racismo, por exemplo. Mas, por outro lado, a existência da tipificação de crimes de discriminação ou racismo não implica em eliminar a liberdade de expressão. Assim, uma coisa é um ato criminoso de discriminação, outra a expressão de um pensamento sobre um comportamento de alguém.

Não se pode dizer que alguém seja inferior, enquanto ser humano, por ser desta ou daquela raça (como querem alguns) ou etnia. Contudo o cidadão tem o direito de estranhar certos comportamentos destes ou daqueles grupos. Isso é expressão de pensamento. Crime é discriminar ou segregar.

Vemos que os totalitários, na sua tentativa de reconstruir a Realidade ou recriar o Ser Humano, começam por implicar com as palavras. Um das que está em moda é “homofobia”.

O que significa, de fato? Fobia designa doença. Aplicando a palavra a qualquer expressão  ou comportamento das pessoas que criticam atos ou atitudes homossexuais, e tentando fazer isso virar lei, os ativistas querem impedir a liberdade de expressão. Se alguém respeita o cidadão homossexual, enquanto cidadão, mas critica algo de seu comportamento, isso por acaso é crime? Ou doença?

Se qualquer critica for taxada de doença e deveria ser “tratada”? Isso levaria aos campos de concentração russos para tratamento de “doentes mentais”. A “doença” era criticar o comunismo. Se homofobia é “doença”, por que tratar como crime? As duas alternativas são idiotas.

Quem critica um comportamento não é doente e nem criminoso, apenas expressa um pensamento. Não sendo um pensamento que se encaixe na definição de discriminação racial ou religiosa, ou injúria, ou calúnia ou difamação ( que são crimes), por que não poderia ser expresso? Aliás, até o pensamento criminoso pode ser expresso, mas aí o
Sujeito autor arcará com as consequências.

Então pelo fato de alguns grupos poderem sacrificar animais em seus rituais religiosos alguém não pode expressar pena pelos animais sacrificados? Alguém não pode ponderar que sacrificar animais para a alimentação é tão ruim como sacrificar para um culto? E alguém não poderia dizer que sacrificar animais para alimentação humana é melhor que alimentar deuses?

E alguém não poderia, como os que defendem que não se matem animais, dizer que ambos estão equivocados? Os que matam animais por  razões de culto tem um direito que garante isso; assim como os que matam animais para a alimentação. Todavia, o direito de matar animais não está associado a um direito que proíba a terceiros o exercício da crítica, ou da análise. É isso que faz uma sociedade democrática.   

Vejamos. Digo: muitas grã-finas são bastante afetadas. Todo mundo concordará e achará que quem disse está certo. Se alguém disser: certos homossexuais são afetados será logo taxado de homofóbico. Isso é de uma idiotice extrema. Certos homossexuais são mesmo afetados em seu comportamento, como certas grã-finas pernósticas. Isso é uma constatação. Constatar algo da realidade não é crime.

Assinalar que algumas grã-finas são pernósticas é preconceito ou grãfinofobia? Tenham a santa paciência! Grã-finas do Mundo, uni-vos!

E os ativistas dos movimentos ligados ao homossexuais não se cansam de dizer que cristãos são homofóbicos, ou conservadores, ou retrógrados, ou qualquer um que criticar seus valores. Valores e comportamentos são inquestionáveis agora?  Então quem criticar certos comportamentos cristãos ou atitudes cristãs é cristianofóbico? Será crime criticar um cristão?

Não é crime ser cristão, assim como não é crime ser homossexual. Mas não é crime expressar o pensamento, desde que não se configure crime já previsto em lei. Isso é muito diferente do que tentar criar um crime, como se faz com a aplicação abusiva do rotulo “homofobia” ou “homofóbico”, quando se tenta cassar a palavra de quem pensa diferente. É curioso, os homossexuais,  como se diz, lutaram ao longo do tempo com tanto empenho para “sair do armário”, e agora querem ser “invisíveis”.

Antes não podiam existir, socialmente, por diversas razões. Agora não querem que os outros digam que eles existem; apesar de fazerem todo o barulho possível para mostrarem que existem. Há algo mais barulhento que as marchas e passeatas gays?

domingo, 2 de outubro de 2011

PRECISAMOS DE UMA REVOLUÇÃO. Para acabar com o esquerdismo do pensamento único socialista e totalitário.

Um dos blogs com textos mais objetivos, concisos, cortantes e informados que acompanho com alto interesse é o Neuromante, português, de Rui Mig. Sou leitor do blog e aprecio as suas críticas e análises sobre o desastre que se verifica na Europa após a invasão multiculturalista, relativista, politicamente correta e socialista. 

A civilização de base cristã ocidental está fortemente doente e ameaçada, sendo que o cotidiano está tomado por expressões e palavras que já não significam o que deveriam significar. Estamos no tempo da Novilíngua orweliana. E a doença se espalhou pelo mundo, pois os americanos não conseguem mais apreciar aquilo que era fundamental em sua cultural, o valor do self made man . Quer seu próprio dinheiro?, perguntava o pai ao filho, e completava: "Vá vender limonada na porta de casa". E assim se construiu a America. 

Hoje uma criança vendendo limonada é levada embora pelo Conselho Titelar e o pai processado.
A hegemonia de esquerda tornou o mundo em um absurdo sem pé e nem cabeça. E aqueles que deveriam perceber o que está acontecendo se acovardam ou aproveitam os últimos raios de sol. A escuridão se aproxima.

E, essa escuridão, paradoxalmente, é trazida pelos iluministas da esquerda dominados pela ilusão de que a Realidade Física e a Natureza Humana podem ser "dominadas" e "reconstruídas" pela ciência. Não à toa o Século XX foi o Século dos piores desastres sociais conduzidos pela lanterna sem foco da ciência e dos reconstrutores totalitários da Realidade. 

O texto a seguir é importante e merece ser lido com atenção, além de indicar o quanto de tempo já foi perdido pelos que se importam com a real liberdade e com o indivíduo. 

Aproveitem: 

A Meritocracia

POR RUI MIG


A Meritocracia é uma galdéria esquerdista que serve também a luxúria conformista do centro-direita. O termo foi cunhado pelo sociólogo Michael Young em 1958 numa fantasia satírica que representava a Inglaterra no ano de 2032.

Cá em Portugal e na “União”, não temos unicamente uma classe tecnocrata governante, mas também uma monocultura governante. A sua “verdade”, os seus “factos” e a sua “ciência” permeia não só os governos e Bruxelas, mas também a cultura, os media, as instituições, a Justiça, as escolas, nas quais educamos os nossos filhos, a linguagem do discurso público, enfim, o ar social que respiramos. Este é o problema. Esta é a origem das camadas sobre camadas de mentira em que chafurdamos colectivamente no dia-a-dia.

Se os jornalistas são de esquerda, se os jornais são de esquerda, se as pop stars são de esquerda, se os professores são de esquerda, se a própria linguagem é de esquerda ao ponto das palavras serem cooptadas como sedativos liberais inócuos, se a nossa ortografia foi tragicamente desfigurada por 2 ou 3 apparatchic universitários, se as legislaturas do centro-direita nem se atrevem a ser distintas das legislaturas socialistas, é porque vivemos num mundo regulado e controlado por Conformistocratas. Os conformistocratas pensam-se a eles mesmo como meritocratas.

O conceito de Meritocracia foi difundido ad nauseum por Tony Blair e foi rapidamente adoptado nos programas políticos socialistas e pela comunicação social em todo o Ocidente. Descrevia um sistema experimental de cultivo e clonagem de talentos competitivos, que deveria começar nas escolas primárias e acabar com a morte dos pacientes.

As nossas novas elites “meritocráticas” possuem sensibilidades mais requintadas do que a velha aristocracia. São as cigarras de luxo tão bem descritas por Oriana Fallaci. São os que odeiam os self made men, são aqueles que, como Obama, prometem acabar com a subida dos oceanos, como o Príncipe de Gales que afirma a pés juntos que só temos 9 meses para salvar o planeta Terra, ou como Durão Barroso, que durante o discurso da “União” inventou os BRICEU.

A União Europeia não é capaz de resolver o problema das dívidas soberanas, ou até mesmo de limpar a neve das ruas lá do Norte, depois de uma forte nevasca, mas mudar o clima de todo o planeta para um qualquer estado edénico, acha-se capaz, desde que nos taxe a todos com o imposto europeu de marca Jobin, inventado pela extrema-esquerda, sobre as mais-valias e… nos regule ainda mais.

Os liberais, aqui no sentido político do termo (esquerdistas), existem num mundo metafórico, portanto é extremamente difícil para eles agir a partir dos seus floreados retóricos. Mas nada impediu que o novo revolucionário radical, o senhor Mário Soares, afirmasse há uns dias que:
“Precisamos de uma revolução agora a sério” Pois precisamos, digo eu. E a revolução será acabar de vez com os esquerdismos do pensamento único socialista e totalitário..

“A nova elite “meritocrática” beneficiária do nepotismo”, escrevia Michael Young antes de morrer, “pode ser insuportavelmente presunçosa, muito mais do que aquela gente que sabe ter conseguido triunfar, não pelo seu mérito, mas porque são genuinamente triunfadores."
O culto da (pseudo) meritocracia absolve governantes e dirigentes da culpa. Eles assumem, não como os aristocratas do antigamente o faziam, que estão destinados a governar, mas governam porque merecem governar. O que é "maravilhosamente libertador".
Actualmente, eles crêem que têm a moral do seu lado. Um grande governo é mais reformista, mais intrusivo, e mais alto proclama (lembrem-se do Sócrates) a sua pureza moral e a sua virtude. Assim, conforme Peter Borkowitz coloca a coisa, o conceito ostensivamente imparcial de justiça social (ou estado social) é agora, nem mais nem menos, o nome que os progressistas dão aos seus próprios objectivos políticos. É a política como forma de narcisismo (lembram-se do Sócrates?)

“Espelho meu espelho meu, quem é mais justo que eu?

Em nome da justiça social, governantes, dirigentes e sindicalistas, garantem privilégios a determinados grupos sociais (nomeadamente a imigrantes e minorias) sobre outros grupos sociais que são portanto tratados injustamente.

Qualquer contestação da ”prática política da justiça social” transforma-se rapidamente num ataque aquele que ousou colocá-la em causa. Se a contestas é porque estás do lado da injustiça. Assim nos controlam os corformistocratas.

Os produtores de conformismo social, os conformistocratas, defendem todos a diversidade e os direitos. Possuem todos eles as mesmas opiniões, os mesmos gostos, o mesmo vocabulário. A palavra “direitos” já não significa ”liberdades individuais” que restringem a intromissão do estado nas nossas vidas, mas pelo contrário, significa que o poder do estado restringe-nos na nossa vida.
A iniciativa empresarial é altamente restringida por impostos para alimentar a indústria da "justiça social". As escolas privadas quase não existem. Todos os alunos deste país têm que estudar programas escolares que são puros manifestos de propaganda política furtivos. Todos os jornais são emissores das mesmas opiniões, dos mesmos conceitos do mesmo conformismo...
Sunday, October 2, 2011
TEXTO REPRODUZIDO DO BLOG NEUROMANTE, DE RUI MIG:

A MODA SEGUNDO BRASÍLIA

http://www.sponholz.arq.br/html/index_charge_21.html