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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

JORNALISTAS ASSASSINADAS NO MÉXICO: MARCELA YARCE E ROCÍO PÁTRAGA. O México é um dos países mais inseguros para os jornalistas. Lá também gostariam de controlar a imprensa...

MARCELA YARCE, ASSASSINADA

O  México passa, nos últimos anos, por uma das fases mais difíceis de sua História. Por um lado a crescente corrupção de seus políticos, por outro a ainda mais horripilante expansão da violência dos narcotraficantes. Como pano de fundo a crise internacional econômico que atingiu a todos, especialmente o seu vizinho do norte, os Estado Unidos, com quem o México tem fortes ligações, para o bem ou para o mal.

A corrupção mexicana faz lembrar o triste espetáculo da corrupção em diversos níveis de governo aqui do Brasil, ou das republiquetas de bananas que parecem ser, hoje em dia, o modelo a ser seguido por Brasília.

A violência dos traficantes mexicanos, divididos em poderosíssimas gangues que enfrentam o Exército e a Polícia sem temor, e com extrema crueldade, ainda não chegou como modelo de comportamento, de forma definitiva, embora métodos pavorosos de matar, usados pelos traficantes de lá já comecem a ser verificados por aqui, para quem acompanha com atenção o noticiário mortes violentas e tráfico de entorpecentes.

O México vive, de fato, uma situação, em alguns estados ao norte, de verdadeira guerra civil. Todos os dias as gangues despejam cabeças degoladas e corpos esquartejados nas ruas e estradas. de desafetos, inimigos, adversários ou simples cidadãos objetos de sua fúria.

A corrupção também impera e grupos poderosos não querem ser, como aqui no Brasil, importunados por repórteres considerados bisbilhoteiros. Lá e cá morrem repórteres insistentes, mas lá morrem mais por ano que aqui. O México é considerado um dos países mais perigosos para a profissão do Jornalismo.

Mas já sabemos que por aqui o jornalismo também incomoda e políticos vivem querendo impor controles à mídia. O discurso para enganar os trouxas e de que se trataria de democratização da informação e outras bobagens, mas, de fato, trata-se de calar a imprensa e roubar sossegado.  A melhor imprensa, na visão dessa gente é a a favor, a que faz apologia dos desmandos e corrupção.

Nesta quarta-feira os mexicanos souberam que encontraram, em uma praça da Cidade do México, os corpos de duas jornalistas investigativas: Marcela   Yarce e  Rocío   Trápaga, mortas assassinadas. Ainda não se sabe o que aconteceu, mas podem ter sido mortes provocadas por grupos econômicos poderosos investigados ou traficantes. A Polícia terá que esclarecer as causas. 

ROCÍO TRÁPAGA: ASSASSINADA. 
A seguir nota  da Fundación para la  Libertad de Expressión:

Fueron victimadas las periodistas Marcela Yarce Viveros y Rocío González Trápaga
COMUNICADO DE PRENSA 
ASESINATOS DE PERIODISTAS DEBEN SER ESCLARECIDOS CON PERICIALES EXPERTAS 
México, D. F., a 1 de septiembre de 2011
La Fundación para la Libertad de Expresión (Fundalex), eleva su más enérgica condena ante el cobarde asesinato de las periodistas Ana María Marcela Yarce Viveros y Rocío González Trápaga, y al mismo tiempo conmina a las autoridades a realizar una investigación pericial experta, profunda, pronta y expedita, en la cual sean agotadas todas las líneas de investigación vinculadas con su trabajo periodístico.
Para la Fundalex es importante esclarecer que no existan grupos o personas que, aprovechando la vorágine producida por la incidencia del narcotráfico en la violencia cotidiana que hoy vivimos, utilicen el asesinato con estas características como una forma para saldar sus motivaciones particulares si en su caso lo fuera.
Las investigaciones realizadas por los reporteros a través de los años, y en el caso especial de la revista Contralínea, han sido siempre sustentadas en la ética y esto pudo haber sido motivado por una venganza, pero todo conducido hacia el propio trabajo.
Yarce Viveros y González Trápaga fueron encontradas esta mañana en un terreno utilizado como cancha de futbol en la Colonia Predio Maravillas en Iztapalapa, completamente desnudas; atadas de pies, manos y tenían un lazo alrededor del cuello, de acuerdo con información de la Procuraduría General de Justicia del Distrito Federal.
Marcela Yarce Viveros era fundadora y reportera de Contralínea y se encontraba al frente del área de Relaciones Públicas de la revista semanal.
Rocío González Trápaga fue reportera de Televisa y en la actualidad ejercía el periodismo de manera independiente.
La Fundación para la Libertad de Expresión expresa sus condolencias a los familiares de las comunicadoras asesinadas, a sus compañeros y al gremio periodístico en general por la violencia en contra de quienes ejercen la profesión.
Con el asesinato de Ana María Marcela Yarce Viveros y Rocío González Trápaga asciende a 84 el número de periodistas victimados desde 2000 y a 8 en este 2011.
La Fundalex siempre ha pugnado porque las familias de los periodistas asesinados o desaparecidos sean protegidas. Exigimos a los gobiernos federal y estatales (en esta caso la Jefatura de Gobierno del Distrito Federal) se hagan cargo de la vivienda, alimentación, educación, vestido y, sobre todo, tratamiento psicológico de los hijos de las y los periodistas victimados. 

PT NÃO QUER IMPRENSA LIVRE. SÓ IMPRENSA A FAVOR (DELE). Imprensa livre só é boa quando o partido está na oposição. Quando o telhado é de vidro...


QUANDO O TELHADO É DE VIDRO...

O PT realiza de hoje a domingo o seu 4º Congresso.  Uma coisa fica evidente pelas matérias publicadas pela imprensa e que trazem algumas das propostas que serão discutidas e votadas. O PT não gosta muito da atual forma de democracia. 

Bem, isso não é novidade, uma vez que o partido joga o jogo democrático apenas para ocupar espaços, mas mantém os olhinhos ávidos e cúpidos esticados para ditaduras, seus modelitos preferidos. 

Não à toa o eterno presidente petista, Luiz Inácio Lula da Silva, passou seus governos chamando de amigos e irmãos Kadafi, Ahmadinejad, Fidel Castro, Hugo Chávez e outros ditadores africanos de menor peso e envergadura, mas não menos cruéis. Evidentemente tudo em nome de uma visão pragmática de política.  Claro que com a atual situação feia pros lados de Kadafi, Lula, aquele que tem a maior boca do mundo, calou-se para esses assuntos. Mas não era uma questão só de pragmática, é de ideologia mesmo. Basta procurar saber sobre as reais intenções do Foro de São Paulo.  

Uma das proposta que serão apresentadas transformaria o Brasil numa Venezuela! E isso é tudo de que estamos precisando: sem imprensa livre, sem propriedade privada, sem eleições democráticas, sem oposição, sem congresso representativo, etc. Em suma, um país que seria transformado em extensão ou propriedade de um partido único. E esse é o caminho que já está sendo seguido pela Bolívia, Venezuela, Equador, Honduras, realmente a mais alta expressão democrática que temos visto! 

De Cuba nem se fala. Cinquenta anos de ditadura, perseguição a opositores, torturas, prisões sem motivo algum, sofrimento econômico, absoluta falta de liberdade de expressão nas artes e na imprensa para, enfim, descobrir que o socialismo não funciona mesmo!!! Mas para saber isso teria bastado estudar um pouquinho só os austríacos von Mises e Hayeck! (aqueles do "não há almoço grátis). Mas crente comunista quer lá estudar alguma coisa? Eles já têm as respostas para tudo até o fim dos tempos. E os tempos, para eles, sempre acabam mal.    

Uma das coisas que mais incomoda aos petistas é a imprensa livre. Quando estavam na oposição isso não era muito questionado, uma vez que o partido era um grande utilizador dos repórteres simpatizantes e da imprensa para bombardear com escândalos seus adversários. Uma vez no poder a imprensa não pode mais fazer a fiscalização dos poderes, vira um mal, um obstáculo e deve ser combatida por todos os meios possíveis, até com o uso de jornalistas quinta-coluna. Aqueles que se escondem atrás da profissão para corromper a nobre missão jornalística.

Quando petistas começam a falar em contrôle da mídia saibam que se trata, apenas, de censura.  Controle da mídia é uma espécie de termo da novilíngua para não falar claramente "calar as boca da investigação jornalística", "calar jornalistas intrometidos", "censurar a imprensa". O que eles gostam é de jornalismo a favor. Mas jornalismo não é contra ou a favor, é jornalismo. A favor é propaganda. O que eles querem é jornal com cara de jornal, para enganar o povo, mas com conteúdo de propaganda. Ora, quem precisa de liberdade para falar a favor?

A imprensa tem feito matérias sobre corrupção no governo. O que os petistas adoravam, até 2002, quando estavam na oposição. Quando eles atiravam as pedras. Agora querem ver o capeta mas não a imprensa livre.

Veja trouxe uma reportagem sobre as atividades meio subterrâneas de Zé Dirceu, envolvendo ministros de Estado. Pronto, já querem o controle da mídia. Ao invés de ver a oportunidade de sanear a corrupção,  critica-se a imprensa por demonstrar a corrupção. Que exemplo é esse para os jovens? Onde ficou aquela pregação toda sobre Ética? Era, evidentemente, uma noção muito particular de ética ou um discurso bonitinho para ganhar eleições. 

Ninguém gosta da liberdade de imprensa quando o telhado é de vidro

imagem telhado de vidro (glassroof):
http://www.bbc.co.uk/bristol/content/image_galleries/cabotcircus_jan08_gallery.shtml

Diz Reinaldo Azevedo em seu blog:

 "O “consultor de empresas privadas” José Dirceu começou cedo, como ele mesmo confessou, nas artes do ludíbrio. Aos 14, então coroinha, enganava o padre e roubava hóstias. Aos 65, acredita poder enganar milhões de brasileiros, inventando uma história ridícula para encobrir a real natureza dos encontros que mantém em seu gabinete clandestino num hotel de Brasília. VEJA o flagrou em plena conspiração contra o Palácio do Planalto — leia-se: contra Dilma —, em meio à crise que acabou resultando na queda de Antônio Palocci. O ex-ladrão de  hóstia lançou, então, o grito de guerra “Delenda VEJA!”, na suposição de que haveria um verdadeiro clamor público.

Mas quantos seguem o Zé, exceção feita àqueles que o temem ou são muito bem-pagos pra isso? Só os blogueiros do nariz marrom, financiados por empresas estatais, fizeram eco à sua tolice. O Brasil inteiro viu um ministro de estado, um presidente de estatal e parlamentares comparecerem ao beija-mão do poderoso chefão. VEJA estava no lugar certo na hora certa. Os que visitaram Dirceu é que estavam no lugar errado na hora errada. A piada já corre na Internet, e eu não resisto: VEJA é essencial numa boa faxina!

Pois bem: o PT realiza neste fim de semana, começa amanhã, o seu 4º Congresso. Com o estímulo de Luiz Inácio Apedeuta da Silva, o partido prepara uma moção de apoio a Dirceu e elabora uma texto pedindo — ó, que surpresa! — o que eles chamam por lá “regulamentação da mídia”. É estupendo!

E quem elaborou o primeiro texto em defesa da censura? O deputado federal José Guimarães (CE). No dia 8 de julho de 2005, no auge da crise do mensalão, José Adalberto Vieira da Silva,  seu assessor — pobrezinho de dar pena — foi flagrado no aeroporto de Congonhas carregando numa valise R$ 200 mil em dinheiro vivo e escondendo outros US$ 100 mil na cueca. Que desculpa ele deu? Disse que era agricultor e que havia acabado de vender verduras no Ceagesp! José Guimarães é irmão de outro José mais famoso, o Genoino, que presidia o partido na tramóia do mensalão. O pobre Silva teve de se virar nas desculpas. Ninguém compareceu em seu socorro. Qualquer suspeita de que o dinheiro pertencesse a seus chefes era coisa de gente de má fé, né? Os irmãos, naturalmente, não sabiam de nada.

Existiria alguém mais adequado para propor a “regulamentação da mídia” do que um homem ligado ao escândalo da cueca, irmão de um dos mensaleiros processados pelo STF? Acho que não! A coisa, convenham, faz um sentido danado. Há dias, noticiou-se que também o PT, além do governo propriamente, havia desistido de censurar a imprensa, depois de sucessivas tentativas frustradas, o que incluiu até o Programa Nacional de Direitos Humanos — coisa originalmente denunciada por este escriba, lembram-se?, lá naquele longínquo janeiro de 2010. Pois é. O ministro Paulo Bernardo já deixou claro que não tem simpatia pela proposta do ex-ministro da Supressão da Verdade, Franklin Martins. Mas há gente no PT que não pensa em outra coisa.

É fabuloso! VEJA fez reportagens de que Antonio Palocci não gostou nada. Palocci acabou caindo, e não se falou em censura. VEJA denunciou a cleptocracia do Ministério dos Transportes. Uma penca de gente foi demitida, inclusive o ministro. E não se falou em censura. VEJA evidenciou os desmandos no Ministério da Agricultura, onde um lobista, atualmente foragido, tinha até sala. Foram defenestrados ministro e secretário-executivo. E não se falou em censura. Em suma: três ministros de estado perderam o cargo — a revista não derruba ninguém; OS FATOS QUE ELA APURA É QUE O FAZEM —, e os petistas resistiram, sem tentar ressuscitar “o controle da mídia”.

Mas bastou que a verdade iluminasse os corredores do governo clandestino de Dirceu, expondo seus convivas, e eis que os petistas tentam dar fôlego novo à tese da censura, que eles por lá chamam de “controle democrático da mídia” ou qualquer porcaria assim. É o sonho dourado da tal canalha do nariz marrom. Essa gente está enfurecida com Paulo Bernardo porque este não deu seqüência à proposta de Franklin e do Babalorixá de Banânia. O que não se fez por três ministros de estado se faz agora em defesa de um deputado cassado, acusado pela Procuradoria Geral da República de “chefe de quadrilha”.

Dilma e Lula devem comparecer ao evento na sexta. O desagravo ao ladrão de hóstia e a defesa do “controle da mídia” devem ser feitos no sábado. Está tudo devidamente compreendido: Dirceu e Lula querem controlar a imprensa para que ninguém os controle. Mas perderão de novo!
Por Reinaldo Azevedo

FIDEL CASTRO PODE ESTAR PERTO DO FIM. Mas a sua época, em Cuba, já passou. Apenas aguardam seu enterro para que mudanças políticas aconteçam.



O dono de Cuba há 52 anos, Fidel Castro, prepara as malas para desembarcar. 

Isto mesmo, para não ficar mais entre nós. 

Chorarão alguns de tristeza, outros – talvez milhões - de alegria. Aguardam esse momento há anos. 

Pode não ser muito cristão esperar a morte de alguém, mas ao menos é um sinal de que nem todos foram anestesiados pela propaganda enganosa comunista. 

E esperar não é tomar a iniciativa de matar, como o fazem com tanto prazer os comunistas com seus adversários políticos quando controlam o Estado.

Como um regime que se diz igualitário tem um chefe único que se perpetua por décadas, como se fosse um velho carvalho cujas raízes penetram no solo e não querem mais sair dali?

Segundo  um jornalista (Nelson Bocaranda Sardi), Fidel passou mal em 21 de agosto, chegando a ficar inconsciente, mas recuperou-se. Nesta semana teria tido uma recaída, e instalada uma unidade de terapia intensiva em sua casa em Havana.

Bocaranda é do jornal diário oposicionista "El Universal", da Venezuela, e publicou na terça-feira (30), que o estado de saúde do líder cubano é grave. Isso provocou uma onda de boatos sobre a morte do velho tirano, hoje com 85 anos.

Fidel está doente desde 2006 quando, de fato, chegou quase a morrer. Diminuiu o ritmo de trabalho e passou o comando do governo a seu irmão mais novo (socialismo funciona como monarquia), Raul Castro (Raulzito), mas não deixou de ficar tomando conta do quintal. 

Aliás, o quintal está com sérios problemas, apesar da ajuda da Venezuela e do Brasil, que despejam milhões de dólares de seus contribuintes para manter aquela velha e cruel ditadura.

A complicação da saúde de Fidel teria sido o motivo de o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o Chapolin de Caracas, que se trata de um câncer, ter tomado a decisão não voltar a Havana para continuar sua quimioterapia (quarta sessão), preferindo continuar o tratamento em Caracas. 

Talvez, diante da penúria do sistema econômico cubano, exista apenas um equipamento decente hospitalar para altas autoridades e, neste caso, a preferência teria que ser, mesmo, do dono da fazendinha.

Quando Chávez esteve internado em Cuba ninguém soube dizer onde eram as tais instalações hospitalares. O local foi tornado secreto, como se fosse possível a alguém organizar uma manifestação contra Chávez, diante de um hospital qualquer. Creio que o local não foi divulgado porque Chávez deve ter ficado na própria casa de Fidel que deve ter, realmente, ótimas instalações hospitalares.

Fidel jamais freqüentaria, assim como Chávez, um hospital público cubano. Seria entregar-se à morte, já que são absolutamente destituídos de qualquer tecnologia. A medicina cubana é apenas propaganda para enganar trouxas. O que há é um método preventivo baseado no controle da granja, digo, da população. Hospitais de ponta? Só para os chefões do regime.

Não sei se Fidel morreu. Mas como quase só palpiteia, e com voz cada vez mais baixa e rouca, bem que poderia descansar. Em paz.

Os cubanos merecem.

Imagem de Fidel:


ABAIXO, MATÉRIA REPRODUZIDA DE DEUTSCHE WELLE 

AMÉRICA LATINA | 01.09.2011

"Era pós-Fidel já começou há cinco anos", afirma cientista político alemão
Fidel completou 84 anos em agosto

Novamente correm boatos sobre o estado de saúde de Fidel Castro. Não é a primeira vez que o ex-governante cubano é tido equivocadamente como morto. E repetidamente paira no ar a pergunta sobre o futuro do país sem ele. 

"Esta semana Castro teve uma nova recaída", escreveu em seu blog runrunes.es o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda. "Fidel está na UTI da sua casa, passando por um tratamento rigoroso, sob vigilância permanente dos familiares mais próximos", acrescenta. Esse registro, com data da última segunda-feira (29/08), foi a fonte dos rumores de que o ex-governante cubano poderia estar em coma ou até mesmo morto.

"Não há motivo para acreditar que essa informação esteja correta", adverte Bernt Hoffmann, cientista político do Instituto Alemão de Estudos Globais de Hamburgo (Giga), "mas, por outro lado, é evidente que Castro está muito doente e que algo do gênero pode acontecer a qualquer momento", diz o especialista em América Latina.

A notícia não foi confirmada e, como indica o próprio Bocaranda, "Fidel já esteve à beira da morte várias vezes, mas não tantas como os rumores que circularam nestes 50 anos em que ele esteve no poder".  E agora, de novo, comenta-se na internet a esse respeito, em mais uma tentativa de vislumbrar o futuro de Cuba após a morte de seu mítico líder.  

De olho na China e no Vietnã 

"Se Fidel morresse agora, não haveria grandes mudanças no país. Sua despedida começou há muito tempo. Foi uma despedida por etapas, muito gradual, e está concluída. Tanto as pessoas quanto os funcionários do sistema já estão acostumados, todos sabem que não vivem na época de Fidel, que ele pertence ao passado. A era pós-Castro começou há cinco anos", afirma Hoffmann.

A morte do "líder máximo", com seu rosto destacado entre "os barbudos", seria um golpe emocional para Cuba, aponta o especialista alemão, mas não um golpe político. A transição de poder já aconteceu. E Fidel Castro já não se envolve há muito com os assuntos governamentais, afirma Hoffmann, lembrando que Raúl Castro volta seu olhar para a China e para o Vietnã.

Segundo o cientista político, uma nova geração de personagens anônimos está preparada para deixar para trás um regime personificado e abrir as portas de outro sem uma figura central, no qual o pragmatismo reina sobre o dogmatismo, como aconteceu gradualmente na China depois de Mao. 

Fidel e Raúl Castro em abril deste ano

No entanto, parte importante deste boom chinês de hoje está calcada nas longuíssimas jornadas de trabalho de alguns operários, cujos salários, em muitos casos, não garantem nem mesmo uma assistência médica decente. Seria possível algo semelhante acontecer em Cuba, tão orgulhosa de seus êxitos sociais? 

"O sistema de saúde cubano deixou, há tempos, de ser o que era: a assistência médica básica está garantida, mas se o cidadão necessita de óculos, por exemplo, tem que comprar no mercado negro, já que por vias oficiais é praticamente impossível conseguir. O mesmo acontece com a educação. As questões sociais passaram por uma erosão significativa e Raúl Castro não nega que isso faça parte do programa de reformas. O fato de que uma das profissões legalizadas seja a de professor particular é prova disso. Hoje, as crianças cubanas recebem, na escola, uma formação relativamente fraca. Os pais que podem, pagam para que seus filhos tenham aulas particulares depois da escola", diz Hoffmann. 

As medidas econômicas adotadas nos últimos anos para tornar o socialismo "sustentável", como a controversa decisão de despedir mais de um milhão de funcionários públicos, representa uma ruptura significativa com os princípios do modelo cubano – princípios que em outros tempos eram imutáveis, lembra o cientista político do Giga.

Mas, mesmo assim, diz ele, "copiar o modelo chinês ou vietnamita não será fácil. Pensar que uma dinâmica econômica como essa possa se reproduzir sem maiores problemas é uma visão muito otimista da situação. Isso não impede, porém, que, enquanto ainda puder, Havana  continuará trilhando esse caminho".

Da morte de Fidel à democracia? 

"O núcleo do sistema", descreve Hoffmann, "é composto por certa integração social e aquilo que se vai tentar manter como tese nacional: a legitimação baseada no medo de que se venda o país para os Estados Unidos, ou seja, 'ou o socialismo ou os ianques'. A apresentação destes dois polos como os únicos possíveis exclui as opções de qualquer outro modelo", resume o cientista político alemão.

Sem dúvida, o fato de que exemplos de organização política alternativa estejam visíveis a poucos quilômetros de distância também diferencia a situação de Cuba daquela da China ou do Vietnã. Isso fará com que a elite cubana, opina Hoffmann, seja mais cuidadosa com as mudanças, que serão implementadas "com um passo adiante e outro para trás". E os conflitos serão consequentemente maiores: "a tensão social vai crescer, isso já estamos vivenciando. O regime pode responder a isso com maior repressão, mas também com maior abertura", analisa o especialista. 


Imagem de Fidel: onipresente nas paredes cubanas
A tensão vivida em Cuba também é registrada por Joel García, um dos exilados cubanos que, há alguns meses, convocou, via internet, um levante contra o regime. Ele atribui as recentes manifestações em Cuba ao "desaparecimento de Fidel Castro há mais ou menos um mês e meio. E é possível que os boatos sobre sua morte, que chegam agora até nós, já estejam circulando pelo país há muito tempo", especula. 

Como muitos outros cubanos que vivem no exílio, García confia que o fim da era do ditador seja o estopim que irá desencadear a tão esperada reação civil: "Fidel Castro é o centro de tudo em Cuba. Em termos de carisma, Raúl Castro não chega nem a seus pés, mas ele também não incute o mesmo medo na população. Fidel é uma pessoa que incutiu muito medo na sociedade cubana. Se o cubano é capaz de calar esse medo com a morte de Fidel, acho que será possível uma explosão social que leve a uma democratização do país", diz o cubano residente na Espanha.

"Desde 1989, há especulações a respeito da possibilidade de que Cuba seja a próxima peça do dominó a cair", lembra Hoffmann. "E essas esperanças foram sempre frustradas, o que não quer dizer que vai ser sempre assim. Mas, no momento, não creio que se trate de uma questão de horas, nem que dependa da morte de Fidel Castro", conclui o especialista.  

Autora: Luna Bolívar Manaut (sv)
Revisão: Roselaine Wandscheer

CONTROLE DA MÍDIA. O NOVO NOME PARA CENSURA À IMPRENSA. O PT quer calar a imprensa que denuncia falcatruas e maracutaias.


http://www.sponholz.arq.br/html/index_charge_18.html


COMO TRANSFORMAR JORNALISTAS EM IDIOTAS, EM POUCAS LIÇÕES. A alteração da realidade pela semântica.


MST: Jornalistas, sigam nossa pauta!

Em 2007, o MST fechou duas vezes a Estrada de Ferro Carajás, quebrando tudo e impedindo o transporte de minério de ferro do Pará ao Maranhão. O juiz Carlos Henrique Haddad condenou líderes do bando a pagar multa à Vale. O MST respondeu em nota: a sentença representava a “criminalização dos movimentos sociais que lutam por um Brasil melhor”.
Naquele ano, o MST invadiu três vezes a fazenda Boa Esperança, no Pontal do Paranapanema, São Paulo, e ignorou uma ordem de reintegração de posse. A juíza Marcela Papa ordenou que o MST pagasse indenização ao dono da fazenda. José Rainha, líder do MST no Pontal, reagiu assim: “Condenar um movimento social é condenar a democracia”.
Em fevereiro de 2009, integrantes do MST executaram quatro seguranças de uma fazenda em Pernambuco que o bando já tinha invadido e queria invadir de novo. João Arnaldo da Silva e Rafael Erasmo da Silva foram mortos com tiros na cabeça. Wagner Luís da Silva e José Wedson da Silva tentaram fugir, mas foram perseguidos e também levaram balas na cabeça.
Se, diante dessas e outras ocorrências semelhantes, o brasileiro normal ousar dizer que quem comete crime é criminoso, será repreendido por tamanha ignorância e olhado com nojo por jornalistas e professores universitários que ensinam seus pupilos a falar sobre o MST em novilíngua, do jeito que o Partido gosta.
Semana passada, durante mais uma sessão de invasões dos ditos sem-terra pelo país, jornalistas esquerdistas lançaram em Brasília o relatório “Vozes Silenciadas” (*), que chega a uma constatação revoltante depois de analisar 300 matérias em três jornais (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo), três revistas (Veja, Época e Carta Capital) e dois telejornais (Jornal Nacional e Jornal da Record):
Quase 60% das matérias utilizaram termos negativos para se referir ao MST e suas ações. O termo que predominou foi ‘invasão’ e seus derivados, como ‘invasores’ ou o verbo ‘invadir’ em suas diferentes flexões. A maioria dos textos do universo pesquisado cita atos violentos, o que significa que a mídia faz uma ligação direta entre o Movimento e a violência”.
Hoje em dia você não pode invadir propriedades, aterrorizar o povo do campo, destruir o fruto do trabalho alheio e lutar por um Brasil melhor que vem um jornalista e trata isso como se fosse violência. Controle social da mídia já! Enquanto esse dia não chega, os agentes do Partido na Academia vão instruindo estudantes de jornalismo moldáveis a desfigurar a língua e negar a realidade em troca do Prêmio MST de Consciência Social.
* - Observe o financiamento da Fundação Ford.
Publicado no jornal O Estado.
Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com
Texto reproduzido do site Mídia Sem Máscara:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ESTE PAÍS ESTÁ A CADA DIA MAIS LOUCO!




http://www.sponholz.arq.br/html/index_charge_18.html

FUNCIONÁRIOS DO SERVIÇO FUNERÁRIO DE SÃO PAULO BRINCAM COM A MORTE. MAS A MORTE EXIGE RESPEITO. Uma sociedade que não cuida de seus mortos não deve ser levada a sério. Serviços funerários são considerados essenciais e a greve é ilegal.



Parece bobagem tratar da Morte? Parece injusto criticar o descaso demonstrado para com os mortos pelos funcionários públicos de São Paulo? Pois a mim não parece. Que negociem suas pendências salariais com a prefeitura Municipal de São Paulo de outra forma. A paralisação de um serviço essencial como o funerário é ilegal.

Centenas de pessoas nascem e centenas de pessoas morrem por dia em São Paulo, um das maiores cidades do mundo. É uma vergonha que seus mortos não tenham o devido respeito por parte daqueles que lidam com os rituais ligados aos enterro e à cremação. Mais de 300 pessoas morrem por dia em São Paulo. O que acontecerá aos seus corpos aguardam a boa vontade dos sindicalistas?

Rituais são sagrados, não apenas mera formalidade legal ou um caça-níquel para vagabundos. Os corpos, sejam enterrados ou cremados como na nossa cultura, ou dispostos de outros modos, como em outras culturas, merecem todo o respeito.

Os mortos saíram deste mundo. Enquanto vivos plantaram sua sementes, alguns nem tiveram tempo para isso, pois morreram muito cedo. Pais, filhos, avó, tios, tias, irmão irmãs. Mães. Como tratar com descaso a dor alheia por conta do salário?

Todas as culturas sempre trataram os corpos dos mortos com cuidado e respeito. É o mínimo que se exige. Não se trata de falar aqui, de uma indústria da morte, como a americana, mas do cuidado real necessário para com aqueles que nos deixaram.

Mas a morte é democrática, ela nos espreita e, a qualquer hora, chegará para os vagabundos também. E os levará, com certeza. A morte nunca brinca em serviço.

É uma vergonha que desrespeitem os cidadãos que pagam seus salários, por meio de pesados impostos, deixando seus mortos sem pronto atendimento. Os mortos surgem dos hospitais, das ruas, dos acidentes de trânsito, dos assassinatos, de causas as mais absurdas como cair de uma escada e quebrar o pescoço, ou ser atingido por uma marquise que desaba sem aviso. Os mortos também precisam ser cuidados.

Famílias sofrem ao longo de doenças intermináveis, ou são pegas pela mais absoluta surpresa.  A Morte merece respeito, muito respeito.

SÃO PAULO

São Paulo tem 22 cemitérios e 1400 funcionários de serviço funerário. No dia de finados do ano passado dois milhões de pessoas visitaram os cemitérios para cuidar dos restos dos mortos e limpar seus túmulos. Ninguém gosta de imaginar um corpo abandonado, nu,  sobre uma  mesa de pedra ou numa geladeira por falta de atendimento correto para o enterro ou cremação.


Imagens: