Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador MACONHA. MARCHA DA MACONHA. DROGAS. DESCRIMINAÇÃO. LIBERAÇÃO DE DROGAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MACONHA. MARCHA DA MACONHA. DROGAS. DESCRIMINAÇÃO. LIBERAÇÃO DE DROGAS. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de abril de 2011

MARCHA DA MACONHA NO RIO DÁ PRISÃO. POLICIA PRENDE PROPAGANDISTAS POR APOLOGIA AO CRIME.

Apesar da legislação considerar crime a apologia, o uso e o tráfico de drogas, entre elas a maconha, os usuários ou defensores da liberdade de uso ou descriminação da erva, chincheiros ou maconheiros, conforme o dicionário, continuam insistindo. O limite entre a defesa de uma ideia e a apologia de um crime é muito sutil. Assim, os promotores da Marcha da Maconha que se pretende realizar em sete de maio no Arpoador foram detidos na Lapa, ontem,  (23) quando distribuiam panfletos sobra a próxima marcha.

Para o delegado-adjunto da 5ª DP,  Antonio Ferreira Bonfim Filho, o direito brasileiro não permite apologia ao crime. "Eles vão responder em juízo, já que não quiseram prestar depoimento".
Além dos panfletos, o grupo carregava um cartaz. Dois integrantes usavam uma camisa com o nome do movimento.

Os panfletos continham frases questionando por que a maconha não era legalizada; afirmando que é utilizada há anos para diversos fins; que, se vendida legalmente, poderia gerar recursos para o Estado; e que o comércio ilegal tem como consequências violência e corrupção. Os velhos argumentos que não provam nada, uma vez que um país que descriminasse a maconha e a liberasse seria invadido pelo turismo da fumaça. O Brasil é signatário de tratados internacionais que criminalzam  a droga.

Exceto o álcool e o tabaco, os países praticamente baniram as drogas que provocam estados alterados de consciência. Mesmo na California, em que há plantio legalizados para a produção de remédios ou uso médico, a liberação foi derrotada em recente plebiscito.  Orientados pelo advogado, afirmaram que só iriam prestar depoimento em juízo, sendo liberados.
 

Além dos panfletos, o grupo carregava um cartaz. Dois integrantes usavam uma camisa com o nome do movimento. Os panfletos continham frases questionando por que a maconha não era legalizada; afirmando que é utilizada há anos para diversos fins; que, se vendida legalmente, poderia gerar recursos para o Estado; e que o comércio ilegal tem como consequências violência e corrupção. 

Autor do texto e advogado do movimento, Gerardo Xavier Santiago considerou arbitrária e truculenta a atuação dos policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que prenderam os integrantes do grupo. 

Ele citou decisões da Justiça favoráveis à realização da marcha (passeata que acontece anualmente em diversos estados) - como os habeas corpus preventivos, concedidos nos dois últimos anos - para argumentar que a panfletagem não caracteriza apologia, mas, sim, a manifestação de um posicionamento político:

- Se ser favorável à mudança da legislação é crime, os abolicionistas deveriam ter ido para a cadeia no século XIX (Outros tempos, outra Constituição, e o homem é advogado). Somos um movimento legítimo, que defende uma ideia. Ano passado, aconteceu a mesma coisa: detiveram integrantes do movimento que estavam panfletando, mas o Ministértio Público arquivou o procedimento. Só durante a ditadura pessoas foram presas em circunstâncias como essa. Vou analisar a possibilidade de entrar com uma representação por abuso de autoridade contra os policiais.

Delegado-adjunto da 5ª DP, Antônio Ferreira Bonfim Filho ratificou a interpretação do policiais militares, de que os rapazes estavam fazendo apologia ao uso de drogas:  O Direito brasileiro não permite a apologia ao crime, seja ela explícita ou implícita. No caso deles, era explícita. 


Marcha tevehabeas corpus em 2009 e 2010

Nos últimos dois anos, a Marcha da Maconha aconteceu amparada por habeas corpus preventivo. Para o evento deste ano, o advogado Gerardo Xavier Santiago, aguarda apenas a decisão do juiz. "Já entramos com o pedido e deverá sair na semana que vem porque os promotores e juízes já entenderam que trata-se de liberdade de expressão", explicou.

Em 2008, integrantes da Marcha também foram detidos na 9ª DP (Catete). O processo, segundo Gerardo Santiago, foi arquivado. "È o que vai acontecer com este aberto aqui na 5ª DP porque não se trata de crime e sim de uma discussão de ideias. Você pode não concordar, mas não tem o direito de prender a pessoa", disse.

Texto com base no noticiário.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/23/integrantes-da-marcha-da-maconha-sao-detidos-fazendo-panfletagem-pela-legalizacao-na-lapa-924303899.asp
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/
http://www.portalrg.com.br/noticia/policia-prende-quatro-pessoas-com-panfletos-para-a-marcha-da-maconha-68236.html

Com apoio de um banner, os jovens estavam distribuíndo panfletos com o calendário das passeatas e vendiam camisetas do evento a R$ 25 cada.  Além de Thiago, os jovens Renato Athayde Silva, Adriano Caldas e Achille Lollo foram liberados e vão responder o processo em liberdade. "Eles deveriam prender o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e o governador Sérgio Cabral, afinal eles defendem a movimento", disse o advogado do movimento, Gerardo Xavier Santiago.